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15 de maio de 2014

0 Investimento sustentável para desenvolvimento dos municípios

Compartilhando…

 

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Tudo que era resíduo se torna fonte de lucro para os investidores que aprenderam a arte da transformação. Arte e criação: Wemerson  O. Marreiro/sobre fotos de divulgação.

 

 

http://www.ofluminense.com.br/editorias/oportunidades/investimento-sustentavel

Por: Karol Fernandes 11/05/2014

Além de proporcionar um bem incalculável para o meio ambiente, a reciclagem também representa recursos, gerando renda para milhares de famílias brasileiras

Só no ano de 2012 um balanço feito pela ONG Guardiões do Mar, de São Gonçalo, acusou que com o material recolhido pré-beneficiado e vendido para o mercado da reciclagem no Brasil foram poupados cerca de 2,7 milhões de litros de água usada na fabricação de bens. E mais 11.405,325 litros de água livres de contaminação de óleo vegetal usados em residências, 44.119 kg de bauxita, mais de 1.700 kg de areia, e 1.378,492 litros de petróleo, que retornaram para a cadeia produtiva. 

E esses números só aumentam. Com a coleta seletiva, os municípios economizaram 2.539,617 quilowatts de energia, quase 29 mil árvores foram preservadas e o principal, 416.304 kg de CO2, o famoso gás carbônico, não foram lançados na atmosfera. 

Além de proporcionar um bem incalculável para o meio ambiente, a reciclagem também representa recursos, gerando renda para milhares de famílias brasileiras. O lixo é dinheiro e gera dinheiro. 

A ONG Guardiões do Mar, com apoio da Petrobras, criou o projeto CataSonhos, uma rede de comercialização de materiais recicláveis. As cooperativas de catadores desse projeto são beneficiadas com doações de veículos, investimento de infraestrutura e acompanhamento técnico. Pedro Belga, biólogo marinho e presidente da ONG, explica como foi o início do projeto.

“Conhecemos os catadores, fomos para rua e conversamos com eles, vimos a realidade deles e depois o projeto foi criado. Eles receberam capacitação, souberam como realmente tratar o lixo e se tornaram verdadeiros empreendedores. Hoje, lidam com empresas o tempo todo e atuam com bastante seriedade”, afirma.

A cooperativa ReCooperar SG está dentro do projeto e atende, além da cidade onde está localizada, municípios vizinhos, como Niterói e Itaboraí e alguns bairros do Rio de Janeiro. 

“Esse material que eles recolhem não vai para a natureza, vai virar matéria-prima. Isso retorna para a sociedade pelo trabalho dessas pessoas. Todo mundo sai ganhando, a natureza que não vai receber o impacto do lixo, o catador que trabalha com isso e até a estética de ter as cidades limpas. É um grande negócio!”, empolga-se Belga. 

Nas cooperativas, os catadores conseguem lucrar até um pouco mais do que se estivessem trabalhando sozinhos, porque com uma estrutura de mais qualidade, a quantidade de lixo que podem conseguir é maior, e as doações por empresas também acabam se tornando maiores. 

A ReCooperar atende condomínios, empresas, bancos e organizações militares. E recolhem qualquer material reciclável: plástico, papel, alumínio e metais. Ações como essas colocam o Brasil entre os maiores recicladores desses materiais. As cooperativas vivem de doações de lixos aproveitáveis. A ReCooperar, atualmente, tem rendimento de R$ 14 mil. Quando cresce o número de empresas patrocinando e doando, também aumenta a quantidade de lixo, o que gera uma renda bem maior.

Todos os catadores atuam como miniempreendedores, ou seja, do valor adquirido com a venda dos materiais, 10% é encaminhado para o fundo da empresa e o restante é dividido igualmente. Há um total de 20 catadores na ReCooperar.

E todos são distribuídos por funções, como uma verdadeira empresa, explica o presidente da cooperativa, Sergio de Oliveira .

“Organizamos o máximo possível, tentamos separar por tipos de material, como papelão, papel, metal, vidro e plástico, logo que o caminhão chega. Usamos luvas e dependendo da função, como no picador de papel, protetores de ouvido por causa do barulho. Trabalhamos com segurança”, garante Oliveira.

“De todos os materiais recolhidos, o que rende mais é o plástico. A garrafa PET vende como água. Há também as caixas de leite, 100% recicláveis, e as latinhas de refrigerante, que têm muita saída. Cerca de 90% das latinhas no Brasil são aproveitadas”, acrescenta o presidente da cooperativa.

Óleo vegetal- A ReCooperar tem ainda um projeto para começar a reciclar óleo vegetal, filtrando e vendendo para a fabricação de sabão e biodiesel.  

O engenheiro ambiental Renato Iezzi garante que se as empresas aderirem à reciclagem, o processo pode ser interessante não apenas pelo aspecto ambiental.

“Adotar a reciclagem é fácil e traz pouco custo. É um processo simples, na qual é contratada uma empresa ou uma cooperativa para recolhimento e destinação desses materiais”, argumenta. 

Óleo de cozinha - O óleo caseiro também pode ser reaproveitado em vez de ser descartado fora pelo ralo da pia. O professor de Farmácia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Déo Anselmo Pinheiro, recicla todo o óleo produzido pela faculdade há três anos, e o reaproveita para fazer sabonete. 

A reciclagem faz parte de um projeto multidisciplinar. No laboratório da faculdade o material é filtrado e depois passa por um tratamento com substâncias alcalinas e clarificantes. O óleo fica mais claro e vistoso. 

O próximo passo é diluir com água quente e acrescentar glicerina, substâncias hidratantes e conservante, para melhor qualidade e agregar valor ao produto. 

Na última fase é só colocar corante, essência e pronto: está fabricado um sabonete líquido reciclado. 

Após a preparação, o sabonete é submetido a um controle de qualidade em parceria com outras disciplinas.

O FLUMINENSE

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22 de março de 2014

0 22 de Março - Dia Mundial da Água

 

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A Água que ninguém vê

Nos últimos anos, sempre no dia 22 de março alertamos para os perigos do manejo incorreto de um recurso primordial a vida, a água.

Vou voltar a um tema que a maioria nem lembra. A água que ninguém vê.

Estamos habituados a calcular, no uso doméstico, um consumo médio de 200 litros por habitante/dia. Porém, considerando outros usos, quantos litros de água uma pessoa consome por dia? A resposta está no cálculo da água virtual.

A água virtual é a quantidade que se gasta dela para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.

Para produtos primários como cereais e frutas, o cálculo da água virtual é relativamente simples: é a relação entre a quantidade total de água usada no cultivo e a produção obtida (m³/ton).

Atenção, a estimativa da água requerida no cultivo dos vários tipos de plantas é feita em função do tipo de solo, clima, técnica de plantio e irrigação, etc. Existem softwares que podem ser usados para este fim. Uma vez obtida a água virtual do produto primário, um inventário hídrico deve ser feito acompanhando os vários passos para obtenção do produto final.

O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan. Ele expôs essa ideia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.

Atualmente, em discussões técnicas, esse parâmetro está sendo avaliado como um instrumento estratégico na política da água. É o caso do comércio agrícola, que promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo, para outras onde ela é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades.

A China, que importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares. Por esse caminho ingressam naquele país cerca de 45 milhões de m³ de água. Um recurso hídrico que a China não teria disponível para cultivar essa soja.

Outro exemplo que vale a pena citar é o das exportações de carne do Brasil. Em 2003, o país mandou para fora 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, acabou exportando também 19,5 km³ de água virtual (19,5 bilhões de m³).

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Fluxos de água virtual através do comércio global.

Devemos ficar atentos ao fato de que estas modalidades de comércio crescerão em futuro próximo, paralelamente ao esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos.

Dados da UNESCO dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo:

 67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas;

 23 % relacionados com o comércio produtos animais;

 10 % relacionados com produtos industriais.  

Bispo G.

Leia: Brasília sediará Fórum Mundial da Água em 2018 (http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-02/brasilia-sera-sede-do-forum-mundial-da-agua)

29 de abril de 2013

0 Conservação dos Solos

imageA Lei Federal n° 7.876/ 89 sancionou que o dia 15 de abril de cada ano seria dedicado à reflexão sobre a conservação e utilização do solo. A data escolha foi para homenagear o nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (1881- 1960), considerado o Pai da Conservação dos Solos, uma vez que elaborou métodos de conservação do recurso e desenvolveu técnicas de combate a erosão. Ele esteve no Brasil em 1955, aprovando nossas técnicas de manejo de solo.

Muitas vezes não nos damos conta, mas o solo desempenha uma série de funções indispensáveis para a manutenção da vida, seja de caráter ambiental; ecológico; social ou ainda econômico. É graças a ele que uma floresta consegue se estabilizar, já que nutrientes e água são oferecidos via solo. Ele também abriga uma vasta diversidade de seres vivos, como minhocas, fungos e microrganismos capazes de decompor a matéria orgânica, o que contribui para a manutenção das suas propriedades físicas, além de sua fertilidade. Economicamente e socialmente, é no solo que um país produz alimentos para a sua população, podendo também exportar o excedente. É dele também que é retirado material para a construção de casas, estradas e grande parte das benfeitorias que utilizamos. Sendo assim, pode-se perceber que o solo é um recurso que sustenta todo o ser vivo, incluindo a nós, seres humanos.

Entretanto, é também um recurso finito e não renovável, já que, uma vez destruído, não pode ser reutilizado. Isso se deve a dois fatores. O primeiro é o seu lento processo de formação. O solo é formado por processos climáticos e pela atuação de microrganismos em rochas, transformando-a em material particulado, durando este processo, de pelo menos centenas de anos. O segundo fator, é a sua rápida degradação através de diversas atividades antrópicas. Dentre estas podem ser citadas:

- Desmatamento: Ao retirar a vegetação de um local, o solo fica exposto à ação direta da água da chuva e ventos que, pela ação erosiva, desagrega e remove suas partículas, que vão parar nas redes de drenagens, assoreando rios, lagos e prejudicando toda a vida que necessita de água. Há também a remoção dos nutrientes, empobrecendo-o.

- Compactação: Causado por condições inadequadas de manejo e excessivo tráfego de maquinários agrícolas. Tem por consequência o selamento superficial, o que reduz a taxa de infiltração da água, além do aumento de sua densidade, tornando a penetração das raízes uma etapa difícil de ser vencida.

- Queimadas: Além de provocar a mortandade da fauna e flora, reduzem drasticamente as características químicas e biológicas do solo.

Como visto, o solo funciona como alicerce da vida e sua deterioração significa menor produtividade e perda de habitat natural. Para evitarmos tais danos é necessário planejar sua utilização agrícola, levando em conta suas características originais e adoção de tecnologias adequadas.

O Poder Público também deve ser atuante, recuperando as áreas em processo de degradação; fiscalizando ações de grande impacto ao solo e penalizando os autores, além de estabelecer normas de uso e ocupação. Somente com essas práticas a Lei de Conservação e Uso dos Solos estará influenciando nas atividades da sociedade, valorizando de fato, o maior bem que um país detém: Seu solo.

19 de março de 2013

0 GUARDIÕES DO MAR 15 ANOS

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Peço licença a quem me lê agora, para me alongar um pouco neste texto. Afinal de contas são 15 anos de existência. Além disso, quero agradecer desde já, àqueles que me lerem até o fim.

Desde 19 de março de 1998, tentamos falar do meio ambiente das formas mais diversas possíveis, mas sempre descomplicando e possibilitando a REAPLICAÇÃO. Descobrimos o caminho do cooperativismo (empreendimentos solidários) fazendo as pessoas entenderem que o cuidar do meio ambiente pode gerar renda. Assim, mostramos que o ambiente preservado pode ajudar a “cuidar” do órgão mais importante do corpo humano: O BOLSO.

Sim, o bolso! Desculpe-me quem lê, mas acreditar que um sertanejo, o pescador no fundo da Baía de Guanabara ou a dona de casa, vai separar o seu lixo do que é reciclável, simplesmente por que é belo... É utopia.

Baseados nisso, foram três cooperativas criadas, pautadas no reaproveitamento de materiais recicláveis. Duas cooperativas criadas para a reciclagem dos materiais e mais dez incubadas, que deram origem a duas grandes redes de comercialização: Rede CataSonhos e Rede Leste. Falar da questão ambiental, tendo como viés a questão social, mostrou que o desenvolvimento sustentável não se produz na escola, na mídia, nos gabinetes refrigerados dos governantes e nem tanto nas salas bonitas dos patrocinadores de projetos. DESENVOLVIMENTO SUTENTÁVEL se faz, todos os dias nas cozinhas das donas de casas, nas salas de aula de professores imbuídos de sua responsabilidade em formar cidadãos. Na rede de um pescador sensato; na coluna bem escrita (de forma simples e direta) de um repórter consciente; Na caneta de um político bem intencionado (por incrível que pareça, ainda tem alguns)... E nas salas de grandes empresas também. Até porque grandes empresas são feitas de pessoas e, se essas pessoas são do bem, logo a empresa também pode ser, apesar de visar o lucro.

Convictos, nos últimos 15 anos, AJUDAMOS A TRANSFORMAR A VIDA DE MUITA GENTE. Dados e fatos são muitos. Para comemorar os anos dos 15 anos, começamos a rever toda a nossa história e contabilizar o que fizemos. De imediato podemos afirmar que, entre o passado e a atualidade, mais de 600 famílias foram atendidas diretamente em projetos diversos. Mais de 200 mil pessoas (alunos, professores, donas de casa, funcionários de empresas, políticos, gente pobre, gente rica) ouviram, em um auditório ou em uma sala de aula, o nosso recado de como cuidar melhor da nossa nave mãe. Por isso hoje, ao chegar aos 15 anos de existência, podemos afirmar duas coisas:

- Respeito as diversidades (todas elas sem exceção), sinceridade e responsabilidade no que se faz, pode sim existir e afirmamos que dá certo! E

- Qualquer que seja o seu trabalho, missão ou atividade na vida, faça com dedicação e responsabilidade e, só assim poderá olhar para trás e ter a certeza de que fez o que era correto. Os resultados falarão por você.

25 de fevereiro de 2013

0 2013 – Ano Internacional das Zonas Úmidas

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Os pântanos, charcos, turfas, manguezais e afins formam o que se chama de áreas ou Zonas Úmidas. Podem ser naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias. Há uma grande biodiversidade, seja de fauna ou flora.
Outra característica está relacionada a água. Pode ser doce, salobra ou salgada. Corrente ou estagnada. Em área marinha são consideradas só as áreas com menos de 6 m de profundidade. Podem ser alimentadas por chuvas, lençóis freáticos, mar e até mesmo passarem períodos do ano em seca. Contudo, no período em que se encontram inundadas é suficiente para manter o ecossitema vivo. As áreas úmidas apresentam dificuldades em sua definição, devido tanto à diversidade de ambientes com estas características, como pela dificuldade de estabelecer sua delimitação, uma vez que são ambientes extremamente dinâmicos.

Na Convenção de Ramsar (Irã – 1971) surgiu o conceito de ZONA ÚMIDA. Foi celebrado um tratado intergovernamental com o objetivo de promover ações nacionais e internacionais para possibilitar a conservação e o uso sustentáveis desses recursos naturais. Hoje há a adesão de 150 países ao tratado.

Na Assembléia Geral das Nações Unidas, em Dezembro de 2010 foi declarado que 2013 seria o ano internacional das Nações Unidas para a cooperação pela água. Elemento fundamental, reconhecido tanto para o desenvolvimento sustentável como para a saúde e o bem estar dos seres humanos.

O objetivo é sensibilizar governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos para realizarem atividade que mobilizem a sociedade para a proteção dessas zonas.

Todo o ano o secretariado da Convenção de Ramsar escolhe um tema para as ações e este ano é “As Zonas úmidas e o manejo da Água”.

“As zonas úmidas representam um grande valor socioeconômico, cultural e científico, e sua perda seria irreparável. As zonas úmidas, por sua função de mediação e abastecimento de água, proporcionam serviços ecossistêmicos essenciais, que são benefícios fornecidos às pessoas pela natureza.”( http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica/comfsfglossary/zonas-umidas-convencao-de-ramsar/conven%C3%A7%C3%A3o-de-ramsar)

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0 DIA DO AGENTE DE DEFESA AMBIENTAL

Dia 6 de fevereiro é comemorado o Dia do Agente de Defesa Ambiental, homenageando todos os profissionais que trabalham pela preservação e proteção do meio ambiente. Sempre tendo como foco também o desenvolvimento sustentável.
Todo ser humano que tem atitudes em prol do meio ambiente pode ser considerado um Agente de Defesa Ambiental.

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A Natureza é um patrimônio da humanidade, por isso devemos preservá-la, sempre pensando nas próximas gerações. Os recursos naturais da Terra estão sendo utilizados mais depressa do que o planeta pode renová-los. O consumo exagerado gera grande destruição, já que esses resíduos são descartados de forma incorreta no meio ambiente. Nos dias de hoje temos grandes Agentes de Defesa Ambiental, que estão representados pelas cooperativas de coleta de recicláveis, evitando que grande parte do lixo seja jogada de forma irregular no meio ambiente. A coleta seletiva é algo que precisa ser levado a sério, o ato de separar cada categoria de resíduo gera um “lixo limpo” que pode ser reutilizado em outras atividades através da reutilização e da reciclagem.

É muito importante formar Agentes de Defesa Ambiental nas escolas, no trabalho e até mesmo em casa. Nós fazemos parte do meio ambiente e por isso temos que cuidar, preservar e conservar enquanto ainda há tempo, para que as gerações futuras possam usufruir de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, como diz a Constituição Federal de 1988, art. 225

"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".

PROTEGER PARA PRESERVAR!

0 Aniversário de Fundação do IBAMA

clip_image001Em 22 de fevereiro de 1989, foi promulgada a Lei nº 7.735, que cria o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A partir daí a gestão ambiental passou a ser integrada. Antes, havia várias áreas que cuidavam do ambiente em diferentes ministérios e com diferentes visões, muitas vezes contraditórias. A responsável pelo trabalho político e de gestão era a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), vinculada ao Ministério do Interior.

A Sema teve um papel de articulação muito importante na elaboração da Lei 6938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, em vigor até hoje. A lei estabelece o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), único conselho com poder de legislar. A Política, além de objetivar a preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental, visa também assegurar o desenvolvimento econômico, mas com racionalidade de uso dos recursos naturais. Foi um grande avanço, principalmente numa época onde a visão que existia era a de desenvolvimento a qualquer preço. Quando a Constituição Federal de 1988 foi promulgada, essa lei foi a única a ser recepcionada na íntegra. Contudo, sua efetivação foi construída aos poucos.

Muito de como o Brasil percebe a proteção e conservação ambiental atualmente foi consolidado pelo Ibama. O Instituto trouxe o assunto para a pauta do dia e encontra-se no imaginário do brasileiro como o grande guardião do meio ambiente. Sua forte marca é reconhecida até mesmo onde a presença do Estado é escassa. Ela significa que os recursos naturais devem ser utilizados com racionalidade para obter-se o máximo de desenvolvimento, porém, com o máximo de conservação e preservação, visando sempre sua manutenção para as gerações futuras.

A questão ambiental transcende a ação de um órgão e deve ser tratada como segurança da humanidade. O Ibama possui credibilidade junto à sociedade, justamente pela seriedade com que sempre desenvolveu o seu trabalho. A melhor gratificação que alguém que cuida de quem protege a vida pode ter é saber que seus resultados são tão importantes quanto a própria manutenção da natureza e da biodiversidade do Brasil.

Desde sua criação, em 1989, O Ibama vêm alcançando novos espaços no Brasil e no mundo. Já em 1992 foi criado o Ministério do Meio Ambiente e, durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – Rio 92, foram lançadas três das principais Convenções internacionais de meio ambiente: de Mudanças Climáticas, da Diversidade Biológica e da Desertificação. O aprimoramento do arcabouço legal também reflete a importância crescente da agenda ambiental no País.

Em 1996 o Jardim Botânico do Rio de Janeiro somou-se ao Ministério do Meio Ambiente como um de seus órgãos vinculados. Em 1997 foi criado o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e aprovada a chamada Lei das Águas, em 1998, a Lei dos Crimes Ambientais, em 1999, a lei que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental, em 2000, a que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e a Agência Nacional das Águas, em 2001 o Conselho Nacional de Recursos Genéticos, em 2006, a Lei de Gestão de Florestas Públicas e o Serviço Florestal Brasileiro e em 2007 o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

O Ibama coloca-se hoje como uma instituição de referência. Não é ainda perfeita na área de fiscalização mas as notícias são sempre promissoras.

clip_image001[6]Ela como indígena com seu instinto maternal esta preservando além de seus limites e você esta fazendo a sua parte?

6 de junho de 2012

0 AINDA NÃO PODEMOS MUDAR DE PLANETA

Dia mundial do meio ambiente. Temos muito a comemorar, mas temos muito ainda a temer. No dia 05/06, em seu discurso, a presidenta Dilma, falou em egoísmo burro. Bacana a chefe do país ter esta percepção. Mas, e o Congresso? E os Governadores? E os Prefeitos? Deputados Estaduais e Federais? ACIMA DE TUDO! ONDE ESTÁ A POPULAÇÃO (SOCIEDADE), que não se toca, que o planeta não é só dos políticos, mas de cada ser humano que vive nele? Não basta apontar o dedo, cobrar que a presidenta VETE, isto ou aquilo. É preciso mobilizar as massas para cobrar o que é certo. Mas além de cobrar dos governantes, precisamos NÓS, fazermos a nossa parte. Sim , aquela que fala das pequenas atitudes, tipo fechar a torneira ao escovar os dentes ou ao se ensaboar, etc.

Precisamos de um choque de ordem, todos nós seres humanos. De preferência que não decorrente de grandes catástrofes. As redes sociais tem avançado a passos largos no tocante a sensibilização. Mas o que realmente fazemos ao desligar o computador ou o nosso Smartphone? Será que fazemos aquilo que tanto pregamos? É tão comum vermos troca de textos maravilhosos, sobre caridade, amor ao próximo, altruísmo, entre tantos outros. Quando passeio pelo Facebook, imagino que o mundo é maravilhoso, pois todos são afáveis, todos curtem o que é bonito. Mas no dia a dia, será que tratamos assim o motorista do ônibus, a nossa secretária do lar, que cuida de nossas residências, o catador que na rua só precisa recolher o que não nos serve mais?

Antes de mais nada precisamos PERCEBER, ENTENDER, INTERNALIZAR, para enfim, nos CONSCIENTIZARMOS de que o TAL "MEIO AMBIENTE" não é algo fora, separado de nós. Nós somos parte dele. Estamos contidos. Lembram daquelas aulinhas de matemática do antigo ginásio...? Pois é está contido, contém, interseção. Isto! Estamos contidos no ambiente e ele nos contém. Por isso é tão necessário preservá-lo, cuidá-lo, pois é parte de nós. Se estamos doentes não procuramos um médico? O ambiente está doente, em algumas localidades, já em estágio terminal. Os biólogos e cientistas em geral, são os doutores, os especialistas. Mas não podemos deixar de assumir o compromisso de que SOMOS NÓS OS ENFERMEIROS, deste tão importante doente, O MEIO AMBIENTE.

Podemos mudar de casa, de bairro, de cidade e até de país/continente. Mas ainda não podemos mudar de planeta. Cuidar do nosso é a ÚNICA ALTERNATIVA!

Ah! Só para lembrar. Todo dia é dia do meio ambiente, não só em 05/96.

Pedro Belga - Ambientalista e integrante da Ong Guardiões do Mar

22 de dezembro de 2011

2 No meio de lugar nenhum uma comunidade chamada Bonanza

No último dia 17 de dezembro (sábado), fomos convidados pelo COMPERJ a proferir palestra sobre educação ambiental, na localidade de São José da Boa Morte, distrito de Cachoeiras de Macacu no estado do Rio de Janeiro, no povoado de Bonanza. Ao buscar informações sobre a comunidade a ser atendida, pensamos em como abordar o tema, para um grupo heterogêneo (crianças, jovens, adultos e pessoas da terceira idade). trata-se de comunidade rural, de baixa renda e consequentemente, baixa escolaridade (no caso de boa parte dos adultos).
O evento, realizado pelo COMPERJ e atendendo a uma solicitação da Associação de moradores na pessoa do Sr. Divino (presidente) teve objetivo (entre outras coisas), de levar àquele grupo um pouco de entretenimento e laser. A programação foi variada e contou com um animador profissional, que em muito abrilhantou o evento. Mas e continuava a dúvida. Como falar de educação ambiental para um público com tal perfil?

DSC01023Ao chegarmos no local previsto, após se perder inúmeras vezes (é muito longe, no meio de lugar nenhum), nos deparamos com muitas crianças, muitos jovens, as mães acompanhando seus filhos, curiosos e é claro, com o presidente da Associação de Moradores de Bonanza, o Sr. Divino. Palco montado, lanche, refrigerante, bolo, brindes sendo distribuídos e a ansiosa espera pelo momento mágico da festa: a chegada de Papai Noel. Foi quando pensamos, como chamar a atenção das crianças para assunto tão importante quanto a educação ambiental, quando após isto, espera-se o bom velhinho, aquele que vem trazer a alegria da criançada nesta época do ano. Como disputar atenção com o Papai Noel?

DSC01000Ao subir ao palco, começamos a falar sobre a importância de preservar o mundo a nossa volta começando pela correta separação e descarte do lixo nosso de cada dia. Da importância de não poluirmos corpos d'água entre tantas outras coisas. De como economizar energia e ao mesmo tempo ajudar ao meio ambiente, com ações simples não deixando aberta a porta da geladeira, sem propósito; mantermos fechado o registro do chuveiro enquanto nos ensaboamos; escovar os dentes com a torneira fechada; etc. Utilizamos de ferramentas como peças, confeccionadas com material reciclável como forma de aproveitamento, geração de trabalho e renda e ainda cuidar do ambiente a nossa volta.

DSC01043Foi uma grande surpresa e um aprendizado ainda maior para todos nós Guardiões do Mar, em especial os envolvidos na atividade ao depararmos com crianças conscientes de seus deveres e atentas a tudo que foi falado. É uma enorme satisfação saber que mesmo distante dos grandes centros urbanos estamos todos conectados pela firme idéia de preservar o meio a nossa volta.

DSC01014Parabéns ao COMPERJ que identificou e permitiu aquele grupo um dia tão agradável. parabéns ao Sr. Divino que tão bem representa sua comunidade. Agradecemos a oportunidade de mais uma vez aprender com quem sabe: o povo!

20 de novembro de 2011

0 "É a Gota D'Agua + 10"

   www.movimentogotadagua.com.br

19 de setembro de 2011

0 UMA REDE QUE REALIZA SONHOS TEM INÍCIO EM 20/09

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Amanhã dia 20 se Setembro será lançada a Rede CataSonhos. Com o patrocínio da Petrobras e realizado pela Ong Guardiões do Mar a rede prevê o resgate da cidadania e da dignidade de catadores de materiais recicláveis em parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro através da comercialização conjunta de materiais recicláveis e óleo vegetal residual agregando valor, com diminuição de custos. As Cooperativas que constituem esta nova forma de se relacionar com o mercado são: COOPQUITUNGO (Brás de Pina), COOPCAMJG (Jardim Gramacho), Reciclando Para Viver (Centro/RJ), Recooperar São Gonçalo e Recooperar Itaboraí.

Para comemorar este acontecimento as 10h00min será servido um café da manhã para os cooperados e convidados em geral e as 11h00min será realizada uma solenidade para o lançamento oficial. A festa acontecerá no Galpão Sede da Rede, situado à Travessa Manuel Pita, n.o 120 – Porto Novo – São Gonçalo – RJ – CEP. 24435-700.

Este projeto teve início em janeiro do corrente e desde então, mobilizou e mapeou catadores e cooperativas nas localidades acima. Os grupos solidários encontravam-se em níveis muito díspares de organização e legalização. A equipe técnica do projeto ministrou cursos de cooperativismo, gestão financeira e administrativa, padronização de fardos (de materiais recicláveis), entre outros. Um contador acompanhou as lideranças durante todo o processo de legalização daqueles que só existiam de fato, mas não de direito e ainda, atualizou documentação dos que apresentavam pendências. Além disso, um enxoval básico com vistas ao nivelamento de infra estrutura também está sendo disponibilizado para os cinco grupos. Três caminhões de maior porte (8 e 13 ton de carga) e dois de menor (4 ton de carga) fazem as coletas nos grandes geradores e levam aos espaços físicos dos empreendimentos, onde os resíduos são pesados, triados, prensados para posterior comercialização. E a Rede já está dando resultados:

_ “... Foram anos de luta nadando e nadando, sempre morrendo na praia. E hoje em poucos meses estamos assistidos por um projeto que está trazendo benefício para todo mundo. Estruturando nossa área de atividade (mesmo com espaço provisório), EPIs, uniformes e transporte para coleta do material que é doado...” trecho de entrevista com a Sra. Claudete da Costa Ferreira – Presidente da Cooperativa Reciclando Para Viver, no Centro do Rio.

MAS, POR QUE REDE CATASONHOS?

Por se tratar de uma ação voltada para os catadores de material reciclável, uma catadora de São Gonçalo (senhora Conceição Macedo) declarou que após entrar para uma cooperativa percebeu que assim poderia melhorar de vida. Ela disse: “Agora, sou uma catadora de sonhos”.  O nome CataSonhos está vinculado a idéia de melhoria de qualidade de vida e intimamente aos desejos do catador. A marca do projeto é um coletor de sonhos, um filtro que separa o sonho ruim do bom.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE UMA REDE?

Ela potencializa o trabalho dos catadores na hora da comercialização. O mercado da reciclagem é denominado Oligopsônico, ou seja, quem compra é que estabelece o valor. Quando várias cooperativas se juntam e passam a vender em escala (grande volumes), fica mais fácil conseguir melhores preços. Por isso a necessidade de criação das redes, pois juntos, eles são mais fortes. Hoje, o valor da cesta de recicláveis está em torno de R$ 0,35 (trinta e cinco centavos). Este valor corresponde a soma de um quilo dos principais materiais como vidro, papel branco, papel misto, revista, jornais, latinhas, ferros em geral, Tetra Pak, entre outros. Assim se chega a esta média. Se levarmos em consideração o salário mínimo atual. Uma cooperativa com 20 catadores precisará coletar 31.142,85 quilos de material, para conseguir os vinte salários. Não estão computadas aqui despesas fixas como energia, telefonia, IPTU, combustível, taxas em geral, etc. Ou seja, quando se atua em rede melhora-se o valor da cesta, por conta da escala e assim melhoram-se os salários dos catadores.

Ajude-nos a tornar esta Rede mais eficiente. Converse com seus vizinhos, amigos, síndico, façam um grande movimento em prol da melhoria estética, social e ambiental de nossa cidade. Os empresários também estão convidados a fazer parte desta mudança. Não importa o tamanho de seu empreendimento, a coleta é gratuita. Entre em contato e entenda como funciona!

Ao separar corretamente seu lixo molhado do seco você: desacelera o aquecimento global; poupa energia; diminui a derrubada de árvores; enfim, diminui o impacto ambiental negativo. Isto é ecologicamente correto!

Além disso, promove o resgate da dignidade de famílias de catadores, que poderão pagar por suas moradias, alimentação e ter uma vida melhor. Isto é socialmente justo!

Ao retornarem ao mercado como consumidores, essas famílias reaquecem a economia. Isto é economicamente viável! Logo, todos estaremos praticando o desenvolvimento sustentável!

“_ Os Guardiões do Mar incubam empreendimentos solidários, gerando trabalho e renda já a treze anos. Com o patrocínio da Petrobras, podemos potencializar estes resultados e somente no ano de 2011 estamos atendendo com este projeto diretamente 180 famílias. Isto é motivo de orgulho e nos faz viver a sensação do dever cumprido.” Disse Pedro Belga, presidente dos Guardiões.

PROJETO CATASONHOS – RESULTADOS PARCIAIS

Principais produtos: Dois Galpões (um reformado e outro construído), totalizando mais de 2000 metros disponíveis para triagem, prensagem, armazenagem e comercialização de recicláveis; Cinco caminhões: com capacidade de carga de: dois de 13 ton; um de 08 ton; dois de 04 ton.). Uma Ducato; uma estação de filtragem de óleo vegetal residual em operação; uma rede de comercialização criada e em plena operação; Distribuição de enxoval básico aos grupos atendidos, quais sejam: EPI’s, computadores com impressoras, racks, papel, tinta de impressora, etc.; Uniformes (calças, bermudas, bonés, camisas), uma campanha de comunicação pautada na captação de novos doadores e mobilização da sociedade para o correto descarte de recicláveis que prevê: outdoors, banners, folders, panfletos, placas; faixas, site, blogs, redes sociais, informativos, brindes, adesivos de carros, envelopamento de veículos, pastas, ecobags, etc.

Principais resultados: mais de 30 grandes empresas, como parceiras/doadoras; Aproximadamente 180 famílias de catadores atendidos em cinco cooperativas, com melhoria da qualidade de vida; Contribuição para a melhoria da qualidade estética e ambiental da região atendida; qualificação dos catadores para gestão de seus empreendimentos e da Rede formada, promovendo o protagonismo dos mesmos; melhoria das condições laborais; duas cooperativas legalizadas pela ação do projeto e três atualizadas;

As Cooperativas que já possuem seus blogs:
http://www.recooperarsaogoncalo.blogspot.com/
http://coopquitungo.blogspot.com/
http://recooperaritaborai.blogspot.com/

6 de setembro de 2011

0 PROJETO REDE LESTE CHEGA A REGIÃO DOS LAGOS

Após diversas conversas, mobilizações, idas e vindas, ontem 05/09 realizamos reunião com a Secretaria de Ambiente de Araruama, onde fomos muito bem recebidos. Estava presente o Secretário, sua equipe e a líder da cooperativa que será instituída em 12/09 a COOPERATIVA PERSEVERANÇA de catadores de material reciclável. Após 08 anos de luta a líder, Sra. Norma vê tornar-se realidade seu sonho: O lançamento da campanha de coleta seletiva solidária municipal e a instituição da Cooperativa. Parabéns a Prefeitura e mais ainda a Norma, que soube perseverar e ver seu sonho realizar-se.

O projeto Rede Leste, realizado pela Ong Guardiões do Mar em parceria com o IBS e patrocinado pela Fundação Banco do Brasil e pelo BNDES apoiará a nova cooperativa de formas diversas (EPI’s, custas para fundação, uniformes, capacitações, acompanhamento técnico, computador, etc.) além de recebê-la na Rede de Comercialização que se encontra em formação para que juntos, os catadores sejam mais fortes e possam aumentar ainda mais os postos de trabalho gerados pela coleta de materiais recicláveis. Transformando aquilo que não nos serve mais (e que não é lixo) em renda e dignidade para no caso da Cooper Perseverança 32 famílias.

Além da bem sucedida reunião em Araruama, participamos (05/09) de reuniões com a Cooper Clean em Arraial do Cabo, a Cooper Forte em Cabo Frio e agendamos para esta semana ainda com a Cooper Costa do Sol (também em Arraial do Cabo) e uma cooperativa de Búzios.
Ao todo serão mais de 180 famílias (catadores) atendidas (em cinco cooperativas da região) por esta Rede que em muito fortalecerá a atividade de coleta de recicláveis promovendo sua comercialização em escala. Além do atendimento básico, equipamentos de proteção individual, doação de computadores completos, oficialização dos grupos e regularização documental, também serão ministradas capacitações diversas e acompanhamento técnico para a fundação da Rede.
O projeto tem o patrocínio da FBB e do BNDES e é realizado pelos Guardiões do Mar em parceria com o IBS. Até dezembro pretendemos atender 350 catadores (e familiares) com melhoria da qualidade de vida e aumento dos percebimentos mensais, resgatando a dignidade destas famílias, gerando emprego e renda. Ao longo do ano de 2012 pretendemos que coleta seletiva seja uma prática comum nesta região e que os catadores possam atuar como agentes ambientais. A partir de um trabalho de comunicação onde a população possa se tornar socialmente justa e ambientalmente correta.

27 de agosto de 2011

3 Breve Histórico - ONG Guardiões do Mar

logo_guardioes_completa

Através de estudos/entrevistas nas escolas públicas e privadas nos municípios de Niterói e São Gonçalo, foi observada uma grande falta de informação sobre os ecossistemas costeiros do Brasil e do mundo. É sabido que aproximadamente 2/3 da população mundial vive a menos de 200 km da costa. O Brasil possui mais 8.000 km de costa e um grande número de comunidades que vivem basicamente da pesca e seus produtos. Sabemos ainda que as áreas costeiras são as mais produtivas e que boa parte do oxigênio atmosférico é resultado do metabolismo das microalgas que são encontradas em abundância nestas regiões.

O projeto/Ong Guardiões do Mar, pela proximidade, adotou como ecossistema e área de atuação a Baía de Guanabara, um importante e belíssimo patrimônio ecológico do Estado do Rio de Janeiro, que vem ao longo da história sofrendo graves e constantes agressões. Assim, de forma pontual, porém constante, iniciou-se um trabalho de educação ambiental (março de 1993), utilizando o atrativo das cores e de atividades lúdicas para mostrar a importância de preservar nossos ecossistemas, priorizando as áreas costeiras.

A primeira grande tarefa foi mostrar porque preservar. Nasceu assim a idéia de exposições itinerantes onde aquários de água salgada e uma coleção seca (restos de pesca), eram montados de forma didática para desmistificar a idéia de que “educação” só se faz em sala de aula, com quadro e giz.

Assim um grupo de universitários/professores da área de biologia e biologia marinha, criou o que viria a ser conhecido como Projeto Guardiões do Mar, que de março de 93 até abril de 1998, atuou em diversas localidades/comunidades, dos municípios de Niterói e São Gonçalo entre outros.

Eventos importantes como Niterói encontro com Portugal – Brasil 500 anos e a I Expo Ciências do Mar de Niterói, foram os primeiros grandes eventos elaborados e realizados pelo então jovem Projeto Guardiões do Mar.

HOJE:

A Ong Guardiões do Mar é uma instituição sem fins lucrativos, sediada no município de São Gonçalo e fundada em 19 de março de 1998. Desenvolve projetos socioambientais promovendo ações de mobilização social e educação ambiental aliadas à geração de trabalho e renda em comunidades menos favorecidas. Suas atividades estão pautadas nos conceitos de Economia Solidária e Comércio Justo, tendo como principal componente fomentador de renda, o reaproveitamento de resíduos sólidos pós-consumo e ainda, coleta, triagem e comercialização de materiais para a reciclagem. Questões como gênero, etnias, jovens e comunidades em risco social, entre outros, são a base para a elaboração e execução das ações da Ong Guardiões do Mar, que remetem para o desenvolvimento sustentável. Nossa missão é: Preservar e proteger ecossistemas naturais usando de estratégias que levem ao desenvolvimento sustentável, tratando o homem, como principal componente do meio.

Principais Ações Realizadas

Os Guardiões do Mar desenvolveram uma linha de atuação baseada na instituição de grupos em associativismo/cooperativismo. Os produtos confeccionados por esses empreendimentos (cooperativas) e comercializados são oriundos de comunidades diversas. Estes produtos concentram conceitos ambientais e sociais, promovendo assim o Desenvolvimento sustentável. No tocante ao reaproveitamento as principais cooperativas apoiadas por esta gestão (com ou sem incubação) foram a Manguezarte Arte e Cultura, Modelarte – Ateliê Mulheres das Pedrinhas e Mulheres de Fibra (em São Gonçalo), e Mulheres Arteiras (em Niterói). Estas cooperativas possuem produção própria ou agregam valor às peças oriundas de outras comunidades, fazendo com que um único produto gere renda para ao menos dois grupos/comunidades diferentes.

Em julho de 2005, os Guardiões do Mar conquistaram sua sede própria, o que permitiu alçar vôos ainda maiores. O Centro de Referência Guardiões do Mar foi adquirido e reformado com o patrocínio da Petrobras. Cursos e oficinas para professores, lideranças comunitárias e jovens, ações afirmativas, gincanas, oficinas de artesanato com reaproveitamento de resíduos envolvendo a comunidade, entre diversas outras atividades. Todas estas atividades têm como viés a educação ambiental e as questões ligadas ao ambiente adjacente.

Os excelentes resultados com as atividades acima estão pautados em uma metodologia própria de gestão comunitária. Atualmente a Fundação Banco do Brasil e o BNDES, também fazem parte desta carteira de apoiadores da instituição.

Participação em eventos nacionais e internacionais:

17º Congresso Internacional do Petróleo (17 WPC - RJ); 3o e 4o Congresso GIFE Ibero-Americano do Terceiro Setor (São Paulo); IV, V, VI Expo Brasil - Desenvolvimento Local (Fortaleza – CE, Salvador – BA e Cuiabá – MS respectivamente), VI Fórum Social Mundial (Caracas-Venezuela); Recicla-Ação (Curitiba – Paraná); I Seminário Nacional de RTS (Salvador – Bahia); I Seminário Internacional de Reciclagem (Porto Alegre – RS); Congresso Nacional de Lixo e Cidadania (Belo Horizonte – MG); III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade (RJ); 4a Conferência Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação (Brasília – DF). Estes e diversos outros eventos fazem parte da capacitação da equipe para levar sempre informações atualizadas para as comunidades atendidas.

Ao longo de 13 anos, os programas, projetos e ações realizaram atividades inéditas nas comunidades alvo, causando efetivas e perenes transformações naquelas localidades e grupos de pessoas.

Em 2006, com a realização do projeto Re-Cooperar, os Guardiões entraram em uma nova fase de empreendimentos. Formar cooperativas de catadores de materiais recicláveis e passar a atuar em outro tipo de mercado: o da reciclagem. Com esta ação, passamos a atuar em sistema de rede com empreendimentos de São Paulo e Minas Gerais. O que no início parecia um grande desafio, tem se mostrado (por intermédio dos resultados), mais uma ação de sucesso. Resultados atuais desta atuação são as Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis de São Gonçalo e Itaboraí, ambas com Licença de Operação do INEA.

Prêmios:

  • 2003 e 2004 - Prêmio Super Ecologia da Revista Super Interessante (Editora Abril Cultural), na categoria Comunidades.
  • 2006 - Prêmio Mulher Empreendedora do SEBRAE, Cooperativas Manguezarte e Modelarte (segundo e terceiro lugares).
  • 2009 - Cooperativa Recooperar de São Gonçalo, por intermédio da indicação da catadora Conceição Macedo da Silva (segundo lugar) e a artesã Marilêda, presidente da Modelarte (quarto lugar).
  • 2010 - Ong Guardiões do Mar foi homenageada no 4o Prêmio Brasil de Meio Ambiente do Jornal do Brasil, como destaque municipal, por conta dos resultados alcançados com as atividades realizadas com catadores de materiais recicláveis urbanos.
  • 2010 – Cooperativa Recooperar de São Gonçalo – Prêmio valores do Brasil, conferido pelo banco do Brasil na categoria Educação Ambiental - Fitilhagem

Tudo isso, nos leva a dispor em nossa carteira de patrocínios, empresas e instituições como: Petróleo Brasileiro SA, Eletrobrás, Furnas Centrais Elétricas, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Prefeitura Municipal de São Gonçalo, Secretaria de Estado do Ambiente, Fundação Banco do Brasil (FBB), Banco do Brasil (BB) e, diversos outros parceiros apoiadores também não menos importantes.

15 de julho de 2011

5 Guia prático de como realizar “Sonhos”


Por que CataSonhos?

Trata-se de uma ação voltada para os catadores de material reciclável. Uma catadora de São Gonçalo (Conceição Macedo) declarou que após entrar para uma cooperativa percebeu que assim poderia melhorar de vida. Ela disse: “Agora, sou uma catadora de sonhos”.  O nome CataSonhos está vinculado a idéia de melhoria de qualidade de vida e intimamente aos desejos* do catador.
A marca do projeto é um coletor de sonhos, um filtro que separa o sonho ruim do bom


*Em filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado, o qual é o conteúdo mental relativo à mesma. (Wikipédia).

Patrocinado pela Petrobras e realizado pela Ong Guardiões do Mar, o Projeto CataSonhos tem como principal objetivo o fortalecimento da atividade de coleta e comercialização (em rede) de material reciclável e de óleo vegetal usado, promovendo a melhoria de qualidade de vida para 160 catadores(as) e ainda melhoria de qualidade ambiental e estética da região atendida.

Beneficiados
Diretamente seis cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Até 06/11, as Cooperativas ReCooperar São Gonçalo, Quitungo em Brás de Pina, ReCooperar Itaboraí, Reciclando para Viver e Jardim Gramacho, e mais um grupo em fase de instituição, estão sendo atendidos com infraestrutura (caminhões, corpo técnico, uniformes, EPI’s, rota de coleta, manutenção de veículos, maquinários, equipamentos, capacitações diversas, captação de grandes doadores, oficinas com materiais recicláveis, entre outros).
Qualquer cooperativa interessada poderá tornar-se parceira da Rede CataSonhos, basta manifestar a vontade e atender aos requisitos básicos.

Com o patrocínio da Petrobras a equipe Guardiões do Mar dispõe de quase tudo para ajudar a realizar os sonhos dos catadores.
Só precisamos que a sociedade entenda que lixo e material reciclável são coisas diferentes.
Um pequeno gesto nosso (correta separação e doação para um catador ou cooperativa) pode fazer a diferença entre realizar sonhos, gerando emprego e renda ou continuar a poluir o ambiente;

Área de atuação
Parte da região metropolitana do Rio de Janeiro (Centro/RJ; Niterói; São Gonçalo e Itaboraí).


COMO REALIZAR “SONHOS”?

1) Sociedade em geral: entender que aquilo que não lhes serve mais (latas, papel, papelão, jornais, revistas, caixinhas longa vida, plásticos diversos, copinhos de iogurte, vidros, panelas velhas, entre tantas outras coisas) são recicláveis e devem ser doados a um catador/cooperativa.

2) Poder Público: Atuar para formar uma sociedade ambientalmente correta e socialmente justa. Educação ambiental nas escolas, campanhas de comunicação e investimentos em coleta seletiva, parcerias com grupos, associações, ongs e cooperativas.
 
3) Segundo Setor: (empresas em geral) se tornar parceiro da sociedade, do Poder Público e dos catadores. Basta que grandes geradores como supermercados, shoppings, condomínios e outras empresas passem a doar seus resíduos (descartados de forma correta) que muitos empregos diretos serão gerados;

4) Imprensa: continuar o trabalho de divulgação de boas práticas neste sentido. É necessária a massificação da informação, diminuindo/dirimindo as dúvidas de como agir para melhorar sua rua, bairro, município e em efeito cascata: O PLANETA TERRA.

Converse com seus vizinhos, amigos, síndico, façam um grande movimento em prol da melhoria estética, social e ambiental de nossa cidade. Os empresários também estão convidados a fazerem parte desta mudança. Não importa o tamanho de seu empreendimento, a coleta é gratuita. Entre em contato e entenda como funciona!

Ao separar o seu material e disponibilizá-lo para a coleta seletiva, você ajuda a gerar postos de trabalho, gerando renda para catadores de nossa cidade. Diminui a quantidade de resíduos nos aterros (aumentando sua vida útil).

CORRETA SEPARAÇÃO E DESCARTE DOS RECICLÁVEIS:
    • Ajuda a diminuir a ocorrência de enchentes;
    • Melhora a qualidade estética de ruas, praças, campinhos;
    • Diminui a incidência de vetores;
    • Diminuem gastos públicos com saúde, varrição e outras intervenções;
   • Previne o impacto em ecossistemas diversos (praias, rios,  lagos, manguezais, baías, bosques, florestas, etc.);
   • Gera emprego e renda, reaquecendo a economia;

PROMOVE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL!

22 de junho de 2011

2 Se você gosta do mundo como está, não leia. Mas se achas que pode melhorar... Vamos Lá!

Vivemos hoje em mundo extremamente capitalista. A mídia promove a todo instante o consumo desenfreado. As fábricas parecem que já produzem os bens (de uma forma geral) com prazos cada vez mais curtos de duração. No sentido de que “se acaba logo”, compra-se outro em seguida (mais uma vez o consumismo desenfreado). As crianças, já em sua tenra infância estão aprendendo o que significa moda e consequentemente, que o que hoje está “bombando”, amanhã já deve ser descartado. Joga-se fora aquele bem ou produto e compra-se outro, que em seguida será também substituído. Esta máquina pode ser comparada a um monstro que ao menos uma coisa não leva em consideração: O SER HUMANO!

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), através de suas lideranças (nacional e estadual), estima que existam hoje aproximadamente 1.000.000, isso mesmo, um milhão de pessoas vivendo da catação nas ruas das grandes cidades. E acreditamos que este número esteja subestimado. O volume de dinheiro gerado pela reciclagem é imenso, mas, desorganizados, os catadores não tem condições de fazer frente aos empresários, sejam eles pequenos (ferros velhos, tão conhecidos por todos nós), médios ou grandes. Acredita-se que 95% de toda a arrecadação com a comercialização de recicláveis do país fiquem nas mãos dos empresários e apenas 5% seja disponibilizado para esta parcela que pelo número daria para fundar um município de grande porte. Imagine essa quantidade de pessoas, consumindo, pagando impostos. Imagine o catador, tão invisível para a grande maioria das pessoas. Ainda hoje há pessoas que confundem o catador com mendigos, ou pasmem, até com meliantes. Mas voltemos ao raciocínio. Imagine este exército de um milhão de pessoas (ou mais) trabalhando dignamente, vendendo dignamente seus recicláveis e consumindo “DIGNAMENTE”. Isso ajudaria sobremaneira a economia não é mesmo? Mas, sabe por que não acontece? Porque você, “digno” leitor, não está nem aí para o seu lixo! Não se preocupa em separar o seco do molhado. O orgânico do inorgânico. Se tivesse apenas este pequeno trabalho e, melhor ainda, doasse àquele individuo invisível, que com certeza, todos os dias percorre a sua rua, coletando o pouco que foi devidamente descartado, você, com este simples ato, estaria se tornando um cidadão ecologicamente correto e socialmente justo.

Não estamos aqui fazendo apologia ao catador para acabar com os empresários. Em hipótese alguma! Pois este catador terá que vender para alguém. Ao separar corretamente e doar seu “lixo”, o cidadão apenas faz com que todas a peças dessa máquina funcione devidamente. Só isso!

Se ainda não entendeu porque os Guardiões do Mar insistem tanto na educação ambiental focada no correto descarte (seleção dos recicláveis) e doação a um catador/cooperativa, siga nosso raciocínio.

Só com a mobilização em massa da sociedade poderá proporcionar a escala necessária para fomentar grupos solidários, ou seja, empreendimentos de catadores. A escala (grandes quantidades) se faz necessária, quando se faz a simples conta da cesta de recicláveis.

Atualmente (junho/11), a cesta, uma porção daquilo que normalmente é coletado (umas poucas garrafas pet, umas poucas latinhas, um punhado de papel misturado, umas caixinhas longa vida, etc.), está com o preço médio de R$ 0,35 (trinta e cinco centavos) o quilo. Logo, para que um catador possa ganhar o valor de um salário mínimo, será necessário que ele colete/trie/enfarde e comercialize exatos 1.557,14 quilos de materiais. Não estão inclusos aqui os custos fixos necessários para isso: energia/telefone/água/desgaste do veículo para coleta, motorista, IPTU, entre outros. Além disso, aqui está calculado (peso/salário) o valor líquido sem o pagamento dos encargos como o INSS por exemplo. Na verdade uma cooperativa com 20 catadores, com um caminhão e equipamentos básicos (balança, prensa, fragmentadora de papéis/plásticos, computador) e ainda um motorista cooperado, pagando todas as taxas e impostos necessários à manutenção do grupo/empreendimento, teria que coletar ao menos 45.000 ton/mês. Não estão contabilizados aqui os custos do veículo e dos equipamentos, partimos do princípio que estes foram adquiridos via patrocínio.

Por isso, este é um dos principais objetivos dos Guardiões do Mar. Transformar o patrocínio de grandes empresas como Petrobras, Fundação Banco do Brasil, BNDES, entre outras em infraestrutura para que o catador, ao verem a sociedade mobilizada, possa tornar-se também, mais que cidadãos. Tornarem-se também microempresários da reciclagem, fomentando a economia e ajudando a salva a nossa nave mãe: O PLANETA TERRA, com um mínimo de dignidade e de trabalho da sociedade.

Se você leu até aqui e, se concorda conosco, que tal começar hoje uma campanha de coleta seletiva na sua rua, condomínio, cidade. Vamos lá?Vamos mudar o mundo e a realidade das pessoas? Vamos gerar renda e ajudar o meio ambiente sem muito trabalho? Isso não é tudo, sabemos disso! Há muito que fazer, mas já é um bom começo.

Vejo vocês em posto de entrega voluntária de recicláveis ou quem sabe, em uma cooperativa de catadores.

Pedro Paulo Belga de Souza.

Presidente da Ong Guardiões do Mar

13 de junho de 2011

7 TODO DIA É DIA DO MEIO AMBIENTE?

Em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre o Ambiente Humano, foi estipulado o dia 05 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente, pela Assembléia Geral das Nações Unidas. Desde então somamos 39 comemorações. Nesta data procura-se chamar a atenção dos políticos e da sociedade (planetária) para a preservação ambiental.

Infelizmente a data acabou se tornando uma coisa “mais do mesmo”, pois, políticos plantam árvores, as prefeituras fazem eventos (infelizmente repetitivos) e distribuem mudas e sementes; as escolas pedem aos alunos os mesmos trabalhinhos com suas maquetes (muitas vezes de materiais nem tão recicláveis assim), redações, etc. Mas, e a mudança de comportamento? Quando vai começar efetivamente? Não podemos exigir das crianças que respeitem o meio a sua volta se nós adultos, não estamos nem aí para isto!

O meio ambiente deve ser comemorado todos os dias, mais que isto, respeitado. A “moda ambientalista” da década de 90 já passou. Estamos falando hoje de preservação por uma questão de sobrevivência da nossa e de todas as espécies. Os professores deveriam estar sensibilizados a falarem todos os dias sobre o tema e cobrar, mas sem serem chatos, atividades escolares que contribuam para a formação de um cidadão pleno e que tenha como norte o respeito ao espaço a sua volta.

Os Guardiões do Mar levam em consideração uma velha frase que diz: “Xiita é a Macaaca do Tarzan”. Por isto não queremos ser ecochatos e nem de perto pretendemos nos confundir com os ecopicaretas, mas não dá mais para continuar como está. Na semana do meio ambiente, ouvimos sempre falar de conscientização. Que palavra mais ultrapassada. Ninguém conscientiza ninguém. Se assim fosse, não existiriam mais fumantes no planeta, pois todos sabem o mal que o cigarro faz. A conscientização acontece de dentro para fora. Não há campanha de comunicação que possa “conscientizar” a população quanto ao respeito ao meio ambiente. Para desenvolver o respeito é preciso educar. E, por falar em educação (principio básico a nosso ver para a sobrevivência, melhoria da qualidade de vida e, para criar cidadãos capazes de fazer escolhas coerentes), o caro leitor saberia dizer quando se comemora o dia mundial da educação? Pois bem, não há como se trabalhar crianças, jovens e adultos para um planeta melhor, onde o cidadão seja ecologicamente correto e socialmente justo, sem EDUCAÇÃO. Comemora-se a data do ambiente (isso todos sabem, pois é imposto na escola), mas ninguém, ou bem poucos sabem o dia da educação (e não vou dizer aqui, espero que alguém tenha a curiosidade de saber).

Mas, nem tudo está perdido. Hoje vemos através das redes sociais um crescendo de atitudes que nos mostram que o cidadão está se tornando mais preocupado com o meio a sua volta. Também não há outro jeito, com o aumento da expectativa de vida, sabendo que vamos viver mais do que nossos antepassados, precisamos cuidar para que o mundo seja ao menos suportável, não é mesmo?

Enfim, por interesse próprio ou não, o importante é que a sociedade está mudando. Esta é a questão! Por isto resolvi escrever este texto. Para comemorar não o dia do meio ambiente, que já passou. Mas para comemorar a mudança de comportamento que embora ainda modesta, está em curso.

A Ong Guardiões do Mar em 13 anos de existência pode provar que comemora todos os 365 dias do ano como sendo do meio ambiente e da educação. Pois trabalhamos o ser humano (atendido por nossas atividades) fazendo com que todo dia ele tenha que aprender de novo. Tornar-se agente ambiental passa por educação, que por sua vez, ajuda na mudança de comportamento, que por sua vez ajuda na melhoria do planeta em que vivemos. Lembram do jargão? Pensar globalmente, agir localmente. Pois é, as cooperativas criadas/incubadas pela Ong Guardiões do Mar provam isto e saibam de uma coisa: a tarefa é hercúlea, mas nem por isto desistimos.

Por tudo isso, pedimos aqueles que chegaram até este ponto da leitura (acho que texto ficou um pouco longo), que nos ajudem nesta difícil e árdua batalha da “mobilização” que é diferente de conscientização.

Vamos comemorar o dia do meio ambiente todos os dias, ao separar nosso lixo orgânico do inorgânico e, doá-lo a um catador. Ao lavar o rosto, economizando a água da torneira, ao ser parcimonioso no banho, não jogando lixo da janela do carro ou do coletivo. Abrindo a geladeira e sabendo o que pegar dentro dela, diminuindo o tempo em que fica aberta e poupando energia*, com isto também, menos hidrelétricas terão que ser construídas, etc.

Precisamos plantar árvores sim! Precisamos fazer trabalhinhos de escola sim! Precisamos fazer tudo que sempre fizemos. A mudança é que precisamos fazer isto todos os dias e não somente no dia 05 de junho. Precisamos entender que pequenas ações cotidianas, por mais clichê que pareçam, vão nos permitir salvar o planeta. Ou você acha que nós seres humanos somos tão especiais assim? A terra não aguenta mais tanto lixo, tanto desrespeito. Se os dinossauros, seres gigantescos, foram extintos, o que diremos de nós? A fragilidade do ser humano se manifesta desde o nascimento. Pouquíssimas espécies no planeta são tão dependentes dos pais como a nossa.
Pensem nisto!

Se começarmos agora, quem sabe ano que vem, em 2012, quando completará 40 anos desta data, teremos algo mais a comemorar?

FELIZ ANO DO MEIO AMBIENTE PARA TODOS

 

*Ao abrir a geladeira o ar frio de dentro escapa e o ar mais quente externo pode entrar. Ao fechá-la haverá necessidade do motor trabalhar mais para manter a temperatura anterior, gastando assim mais energia.

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